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Dra. Vitória Del Sarto – Psiquiatria em Mogi das Cruzes – SP

Se você chegou a este artigo após buscar termos como “ansiedade sintomas”, “estou me sentindo muito triste”, “acho que tenho depressão”, “crise de ansiedade o que fazer?”, pode ter certeza de que está no lugar certo.

São, sem dúvida, os dois transtornos mais frequentes — e, ao mesmo tempo, mais mal interpretados — que existem. Muitos pacientes sofrem por anos sem um diagnóstico porque acham que é “normal”, que “vai passar” ou que “é só uma fase”. Alguns sentem vergonha de buscar apoio, como se esse sofrimento indicasse fraqueza ou falta de determinação.

De forma alguma.

Da mesma forma que abordamos condições como hipertensão, diabetes ou enxaquecas, tratamos a ansiedade e a depressão com fundamentação científica, supervisão médica e abordagens personalizadas. Quanto mais cedo você compreende o que se passa internamente, mais rapidamente consegue recuperar sua qualidade de vida.

Sou a Dra. Vitória Del Sarto, médica psiquiatra, e ao longo da minha prática clínica acompanho diariamente pessoas que chegam ao consultório confusas, exaustas e, muitas vezes, com medo do que estão sentindo. Ansiedade e depressão não se manifestam apenas como diagnósticos descritos nos manuais médicos — elas atravessam histórias, relações, rotinas e projetos de vida. Meu trabalho é oferecer um cuidado baseado em evidência científica, escuta qualificada e respeito à singularidade de cada pessoa, ajudando meus pacientes a compreender o que está acontecendo e a retomar, com segurança, o equilíbrio e a qualidade de vida.

Este texto foi elaborado para esclarecer as perguntas mais frequentes de pessoas que estão enfrentando essa situação — possivelmente pela primeira vez — e que necessitam de informações precisas, acolhedoras e confiáveis.

Afinal, o que é a ansiedade?

A ansiedade pode ser uma reação do nosso organismo frente a uma ameaça. Ela nos prepara para enfrentar adversidades: eleva a vigilância, aprimora a concentração e torna o pensamento mais rápido.

O problema surge quando essa sinalização se torna excessiva, frequente ou ocorre sem uma razão aparente.

É quando isso ocorre que o chamamos de transtorno de ansiedade — que pode assumir várias formas:

 

    • Síndrome do Pânico;

    • Fobias específicas;

    • Transtorno de ansiedade social;

    • Transtorno do estresse pós-traumático (TEPT).

Nos adultos, os sinais geralmente incluem: preocupação persistente e excessiva, tensão muscular, irritação, sensação de que “algo ruim vai acontecer”, pensamentos acelerados, palpitações, dispneia, vertigem; dificuldades para adormecer;

Sua mente parece estar sempre em “modo alerta”, mesmo quando tudo está aparentemente bem.

O que significa depressão?

Depressão não é sinônimo de tristeza, desânimo ou falta de motivação. É uma mudança radical na maneira como se sente, se movimenta e pensa.

Ela influencia nossos pensamentos, emoções, níveis de energia, apetite, padrões de sono e até mesmo a maneira como percebemos a realidade.

Os sintomas mais importantes são: tristeza contínua ou sensação de vazio, diminuição do prazer em atividades que antes eram prazerosas,  fadiga intensa, mudanças nos padrões de sono (dificuldade para dormir ou sono excessivo), culpa excessiva, falta de foco, ruminações negativas e sentimento de que nada vai mudar para melhor.

A depressão não é solucionada com expressões como:

“levanta dessa cama”;

“pensa positivo”;

“todo mundo fica triste às vezes”.

É uma doença médica — e é tratável.

A conexão entre ansiedade e depressão: por que ocorrem simultaneamente?

Você sabia que mais de 60% das pessoas que sofrem de depressão também apresentam ansiedade?

Isso não ocorre por acaso.

Ambas incluem mudanças em neurotransmissores-chave, padrões de pensamentos rígidos, efeitos no sono e dificuldade em regular as próprias emoções.

Quando a ansiedade se torna crônica, o corpo se cansa, a mente se esgota e o humor pode começar a declinar — dando lugar à depressão.

De maneira semelhante, quando uma pessoa está extremamente deprimida, a vida se torna imprevisível e repleta de incertezas, o que, naturalmente, provoca ansiedade.

É por essa razão que frequentemente abordamos ambas as condições simultaneamente — uma vez que elas se comunicam, se afetam e têm o potencial de se agravar mutuamente.

A analogia com o filme “Divertidamente 2”: como entender ansiedade e depressão de forma simples

Como vimos em Divertidamente 2, a protagonista Riley começa a lidar com sentimentos mais complicados, como a Ansiedade.

No longa-metragem, a Ansiedade tenta “assumir o controle” acreditando que está protegendo Riley. Mas, na verdade, ela gera confusão, agitação e desordem interior.

A ansiedade opera precisamente dessa maneira: não é uma adversária. Ela aparece para ajudar — mas quando passa muito tempo no controle, acaba bagunçando tudo internamente.

E quanto a depressão?

No longa, mesmo não tendo uma personagem específica, dá pra gente entender que seria aquele sentimento que silencia o painel de controle, deixando tudo mais devagar, pesado e sem cor.

A ansiedade apressa e a depressão deixa tudo devagar demais.

Elas se unem para gerar um conflito interno: uma parte de nós deseja apressar as coisas, controlar cada detalhe e encontrar soluções para tudo; a outra prefere ficar imóvel, em silêncio, sem energia.

É frequente ouvir pacientes dizerem: “Sinto como se estivesse vivendo com o pé no acelerador e no freio ao mesmo tempo.”

É essa combinação que leva muitas pessoas a buscar ajuda.

Quais são as causas da ansiedade e da depressão?

São muitos os fatores:

1) Biológicos

Mudanças nos neurotransmissores serotonina, noradrenalina e dopamina.

2) Hereditários

Embora uma história familiar possa aumentar o risco, ela não é um fator determinante.

3) Ambientais

Perdas, brigas familiares, pressão constante, instabilidade financeira, sobrecarga de trabalho, acidentes, traumas.

4) Psicológicos

Padrões rígidos de pensamentos, busca pela perfeição, dificuldade em estabelecer limites e cobrança excessiva sobre si mesmo.

5) Estilo de vida

Falta de sono, dieta desequilibrada, consumo excessivo de cafeína e falta de atividade física.

Em quais situações devo procurar um psiquiatra?

Se você se identificar com algumas dessas questões, vale a pena agendar uma avaliação:

 

    •  Os sintomas estão afetando seu dia a dia;

    •  O sofrimento persistiu por semanas ou meses;

    •  Você tem a impressão de que está “perdendo o controle”;

    •  A ansiedade se tornou um elemento constante;

    •  O desânimo não se vai;

    •  O sono está ruim;

    •  Surge sentimento de impotência, autocrítica severa ou culpa excessiva;

    •  Está complicado trabalhar, estudar ou socializar;

    •  Existem crises de pânico;

    •  Existem pensamentos de renúncia à vida (se for o caso, busque ajuda imediatamente em um Pronto Atendimento mais próximo).

De que forma se trata a ansiedade e a depressão?

Cada indivíduo é especial — portanto, o cuidado é sempre personalizado.

Mas, em linhas gerais, abrange:

1) Terapia psicológica

 

    • colocar as ideias em ordem;

    • identificar gatilhos;

    • aprimorar a regulação das emoções.

2) Medicamentos (se necessário)

Há medicamentos que são seguros, atuais e altamente eficazes.

 

    • controlam os neurotransmissores;

    • reduzem as crises;

    • restauram energia e vitalidade;

    • ajudam a regular o sono;

    • diminuem os pensamentos cíclicos e pessimistas.

Não provocam alterações na personalidade.

Não permitem que fiquem “dopado”.

Não causam dependência (exceto por alguns ansiolíticos específicos que não recomendamos para uso regular e pontual).

3) Mudanças no estilo de vida

 

    • um padrão de sono mais regular;

    • exercícios físicos regulares;

    • dieta equilibrada;

    • momentos de descanso

    • cuidado emocional consigo mesmo

Essas transformações aprimoram o tratamento e reduzem as recaídas.

A contribuição da telemedicina para o tratamento da ansiedade e depressão

A consulta pela internet: é confidencial, possibilita monitoramento constante, previne que haja movimentações em situações de crise, permite alterações rápidas na medicação, perfeito para quem está sempre sobrecarregado, proporciona conforto e acolhimento no ambiente familiar.

Atualmente, a maioria dos pacientes que sofrem de ansiedade opta por esse formato — e os resultados são impressionantes.

É possível curar ansiedade e depressão?

Sim, existem opções de tratamento — e em muitos casos, é possível alcançar uma remissão total.

O que não dá certo é: desconsiderar, aguardar uma melhora por conta própria ou tentar acostumar com o sofrimento.

Buscar apoio é um sinal de força e cuidado consigo mesmo.

Se você está aqui, talvez seja o momento de avançar.

Vários dos meus pacientes comentam que levaram meses para procurar ajuda — e, após a primeira consulta, ficam se perguntando por que não o fizeram antes.

A vida pode ser mais tranquila do que a forma como você a vive atualmente.

Você não precisa lidar com isso sozinho!

Vamos caminhar juntos?

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