Embora a psiquiatria seja uma das mais importantes especialidades médicas, ela é também uma das mais presentes em tabus, preconceitos e falta de informação. Ao longo de décadas — e, em muitos casos, por várias gerações — fomos educados a pensar que buscar a ajuda de um psiquiatra era “coisa de gente fraca”, “coisa de louco” ou “o último recurso”. Essas crenças prejudicam aqueles que estão passando por isso e, além disso, retardam o tratamento e aumentam o sofrimento.
Hoje, com sorte, estamos passando por um período de mudança. As pessoas estão se abrindo mais sobre saúde mental, procurando apoio mais cedo e entendendo que cuidar da mente é tão importante quanto cuidar do coração, da pressão arterial ou da dieta. No entanto, ainda existem muitos enganos que dificultam o progresso de quem precisa de ajuda.
Antes de prosseguirmos, gostaria de me apresentar.
Eu sou a Dra. Vitória Del Sarto, graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina de Itajubá, especializada em Psiquiatria pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Possuo formações adicionais em áreas como insônia, burnout, TDAH em adultos, manejo do estresse, saúde emocional das mulheres e terapias contemporâneas. Atuo somente no ambiente online, oferecendo um atendimento que combina ciência, acolhimento, escuta atenta e uma perspectiva integrativa da saúde: física, mental, emocional, social e espiritual.










Vamos, portanto, esclarecer de uma vez por todas a psiquiatria.
1. “Buscar um psiquiatra é para quem está no limite” — MITO


Este, possivelmente, é o mito mais nocivo.
A Psiquiatria não é o último recurso. Ela faz parte da medicina preventiva, da gestão e do cuidado contínuo em saúde mental. Motivos pelos quais as pessoas buscam psiquiatras:
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- ansiedade;
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- falta de sono;
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- sintomas de depressão;
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- problemas de concentração;
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- estresse severo;
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- crise emocional;
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- medo de ficar sem controle;
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- dificuldade em enfrentar transformações;
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- exaustão e burnout;
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- dúvidas relacionadas ao diagnóstico;
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- sofrimento que persiste.
Ou seja: buscar a ajuda de um psiquiatra é uma atitude responsável, e não de desespero.
Quando se espera atingir um limite para procurar ajuda, o sofrimento é intensificado, e o tratamento geralmente se torna mais prolongado, além de que as perdas emocionais e profissionais podem ser significativas.
A verdade é clara: quanto mais rápido você pede apoio, mais tranquilo o processo fica.
2. “Psiquiatra só receita remédio” — GRANDE MITO


Prescrever é só uma parte do trabalho do psiquiatra — e isso não acontece por si só, nem para todos os casos.
O médico psiquiatra é aquele que:
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- ouve com atenção;
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- explora amplamente os sintomas;
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- compreende o contexto de vida;
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- analisa hábitos de sono, rotinas diárias, dieta, níveis de estresse e aspectos espirituais;
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- aponta maneiras de enfrentamento;
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- acompanha a evolução;
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- modifica comportamentos e costumes;
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- realiza psicoeducação.
O uso de medicamentos deve ser feito apenas quando for realmente necessário — sempre com critérios técnicos, segurança e monitoramento constante.
Na minha prática, por exemplo, cada paciente é atendido com um plano individualizado, que leva em conta sua trajetória, seus valores, seus receios e suas metas. A medicação nunca é o início: é um recurso, utilizado apenas quando traz uma verdadeira melhoria para a vida do indivíduo.
3. “Remédio psiquiátrico vicia” — MITO E VERDADE (dependendo do medicamento)
Esse é mais um aspecto que gera temor — e é compreensível. Entretanto, é necessário que esclareçamos:
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- A imensa maioria dos remédios psiquiátricos NÃO causa dependência.
Muitos ansiolíticos, assim como antidepressivos, estabilizadores de humor e moduladores do sono, não apresentam risco de dependência.
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- Alguns medicamentos específicos podem levar a uma dependência física se utilizados sem supervisão.
Estes medicamentos incluem os benzodiazepínicos, que são utilizados para tratar crises de ansiedade e insônia.
É por isso que a orientação de um profissional é tão importante: para prescrever o medicamento adequado, na dosagem correta e pelo período necessário.
Na minha abordagem, o que vem sempre em primeiro lugar é:
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- uso racional de medicamentos;
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- evitar dependência;
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- desmame adequado e acompanhado;
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- segurança a longo prazo.
Os pacientes não devem ter medo — devem ser orientados.
4. “Se começar o tratamento, vou ter que tomar remédio para sempre” — MITO


Um acompanhamento psiquiátrico não é uma condenação para toda a vida.
A medicação é:
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- geralmente passageira na maioria das situações;
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- ajustada de acordo com o progresso;
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- retirada lenta assim que os sintomas se estabilizam;
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- trocada por mudanças de comportamento e de estilo de vida sempre que viável.
Vários pacientes utilizam remédios durante um tempo e, em seguida, não precisam mais.
Outros, devido à presença de quadros recorrentes, utilizam a manutenção — da mesma forma que acontece em outras especialidades médicas, como no caso da hipertensão ou diabetes.
A questão principal é a seguinte: o tratamento deve ser personalizado, e não padrão.
5. “Psiquiatra é só para quem tem diagnóstico fechado” — MITO


A psiquiatria é para quem também se encontra:
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- sobrecarregado;
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- sem energia;
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- irritado sem razão;
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- com sono ruim;
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- preocupado em excesso;
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- emocionalmente instável;
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- com dificuldade de tomar decisões;
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- atravessando crises;
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- tentando se reencontrar.
Não é necessário aguardar o surgimento de um diagnóstico complexo para procurar ajuda.
Às vezes, tudo o que você precisa é de acolhimento, direcionamento e estratégias específicas — e isso faz toda a diferença.
6. “Se eu procurar tratamento, significa que sou fraco” — MITO
Na verdade, é o oposto.
Buscar ajuda é um ato de bravura.
Ter a capacidade de reconhecer limites é algo que demonstra maturidade.
Examinar a si mesmo requer sinceridade.
A verdadeira força reside em reconhecer quando é hora de cuidar de si mesmo, em vez de suportar tudo até se esgotar.
7. “Remédios psiquiátricos mudam quem eu sou” — MITO
A medicação não altera quem você é.
Ela remove sintomas que alteram sua percepção, seu estado de espírito e suas ações.
Você permanece sendo você mesmo — apenas com mais clareza, mais vitalidade, mais equilíbrio e mais tranquilidade.
8. “Vou ficar dopado ou sedado” — MITO
Medicação adequadamente prescrita não o deixará dopado.
Se isso ocorreu, é provável que o medicamento não tenha sido o apropriado ou que a dosagem estivesse errada.
A finalidade do tratamento é:
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- aliviar o sofrimento;
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- restabelecer o equilíbrio;
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- possibilitar funcionalidade;
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- elevar a qualidade de vida.
E não “desligar” você.
9. “Psiquiatra e psicólogo fazem a mesma coisa” — MITO


São áreas que se complementam — e que são igualmente indispensáveis.
O profissional de psicologia:
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- lida com sentimentos, conflitos, hábitos, comportamentos;
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- cria instrumentos internos;
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- aprofunda o autoconhecimento.
O médico psiquiatra:
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- realiza diagnóstico clínico
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- detecta sinais biológicos
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- prescreve medicamentos quando é preciso
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- monitora a evolução clínica
A integração das duas áreas é o ideal.
10. “Tratamento psiquiátrico funciona” — VERDADE ABSOLUTA
Quando bem orientado, o tratamento:
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- alivia sintomas;
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- melhora o sono;
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- retoma a atenção;
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- alivia a ansiedade;
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- entrega a energia;
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- evita recaídas;
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- aprimora vínculos;
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- fortalece a saúde emocional;
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- transforma a vida.
A junção de ciência, acolhimento e monitoramento constante gera resultados incríveis.
O diferencial da minha prática psiquiátrica:
Além da minha formação médica e pós-graduação, concentro meus estudos e atendimentos nas questões mais frequentes da contemporaneidade:
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- Esgotamento e Burnout;
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- Sono e insônia;
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- TDAH em adultos;
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- Crises e transformações pessoais;
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- Ansiedade extrema;
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- Depressões leves a moderadas;
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- Bem-estar emocional da mulher.
Meu atendimento é:
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- 100% online;
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- acolhedor, humano e sem pressa;
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- baseado em escuta profunda;
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- focado no contexto de vida do paciente;
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- personalizado;
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- sem julgamentos ou rótulos;
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- alinhado com propósito, rotina e espiritualidade do paciente.


O objetivo é oferecer tratamento, cuidados e orientação, sempre de forma leve e transparente.
Para concluir: buscar tratamento psiquiátrico é, acima de tudo, uma demonstração de cuidado e amor-próprio.
A Psiquiatria não diminui sua força
Não muda quem você é.
Não tira sua independência.
Ela te traz de volta para você mesmo.
Ela cria espaço para a transparência, para o alívio emocional, para a tranquilidade e para o bem-estar.
Ela te auxilia a reestruturar sua vida, redescobrir um propósito e resgatar aquilo que você pensava ter perdido: sua paz interior.
Se este texto te trouxe alguma clareza, te fez refletir ou sentir um desejo de se cuidar, estou aqui para te receber.
Cuidar da saúde mental não é um privilégio.
Isso não é sinal de fraqueza.
Isso não é um exagero.
É uma necessidade.
É prevenção.
É amor.
Quando você se sentir preparado, posso acompanhá-lo(a) — com atenção, sensibilidade, conhecimento e empatia.

