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Dra. Vitória Del Sarto – Psiquiatria em Mogi das Cruzes – SP

Você já sentiu que o mundo parece rodar em uma velocidade diferente da sua? Que, apesar de ser inteligente e capaz, as tarefas mais simples do cotidiano — como pagar uma conta no dia ou manter a mesa organizada — exigem um esforço hercúleo? Para muitos adultos, essa sensação não é falta de força de vontade, mas sim o reflexo de um funcionamento cerebral específico: o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).

Embora o TDAH seja frequentemente associado a crianças agitadas, a ciência moderna e a prática clínica mostram que ele atravessa a vida inteira. No Brasil, milhares de pessoas vivem sob o peso de um diagnóstico tardio de TDAH, tentando equilibrar carreiras e relacionamentos sem entender por que sua mente opera de maneira distinta.

Antes de mergulharmos neste tema tão complexo, gostaria de me apresentar. Sou a Dra. Vitória Del Sarto, médica formada pela Faculdade de Medicina de Itajubá e especialista em Psiquiatria pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Ao longo da minha trajetória, construí uma sólida experiência clínica no cuidado dos transtornos mentais, com um olhar voltado para as dores do mundo contemporâneo. Investi em formações complementares em áreas cruciais como insônia, burnout, manejo do estresse e, especificamente, no TDAH em adultos. Meu compromisso é com uma prática baseada em evidências científicas atualizadas, unindo o rigor técnico a um cuidado ético, responsável e, acima de tudo, humano. Este guia foi escrito para que você encontre não apenas informação, mas um caminho para o autoconhecimento.

1. O TDAH no Cenário Brasileiro: Epidemiologia e Realidade

Estima-se que a prevalência global do TDAH em adultos gire em torno de 2,5% a 5%. No contexto brasileiro, os dados indicam que milhões de pessoas convivem com o transtorno, muitas vezes sem saber.

Um dos grandes desafios no Brasil é o subdiagnóstico em adultos, especialmente naqueles que desenvolveram estratégias de compensação ao longo da vida. Outro ponto crucial é a comorbidade: cerca de 70% a 80% dos adultos com TDAH apresentam outra condição associada, como ansiedade ou depressão. Muitas vezes, o paciente chega ao consultório buscando tratamento para o estresse crônico, sem saber que a base de tudo é um TDAH não identificado.

2. Critérios do DSM-5 para TDAH em Adultos

Para um diagnóstico ético e preciso, utilizamos os critérios do DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais). Em adultos (acima de 17 anos), é necessária a presença de pelo menos 5 sintomas em um dos domínios abaixo, por no mínimo 6 meses:

Sinais de Desatenção no Dia a Dia

  • Dificuldade de concentração e organização: Problemas crônicos com gestão de tempo e prazos.
  • Erros por descuido: Cometer falhas em detalhes no trabalho ou documentos.
  • Procrastinação ou TDAH? Evitação de tarefas que exijam esforço mental prolongado.
  • Esquecimentos constantes: Perder objetos (chaves, celular) ou esquecer compromissos e contas.

Hiperatividade e Impulsividade Subjetiva

  • Inquietude interna: Uma sensação de “motor ligado” ou incapacidade de relaxar.
  • Impulsividade: Responder antes da pergunta acabar ou interromper conversas.
  • Dificuldade em esperar: Impaciência extrema em filas ou situações lentas.

Importante: Os sintomas devem ter surgido antes dos 12 anos e causar prejuízo real em diferentes áreas, como trabalho e vida social.

3. O Impacto do Diagnóstico Tardio e o TDAH em Mulheres

O diagnóstico tardio traz um misto de alívio e luto. É comum o paciente pensar: “E se eu soubesse disso antes?”.

No caso do TDAH em mulheres, o diagnóstico costuma ser ainda mais demorado. Por apresentarem muitas vezes o tipo predominantemente desatento e serem socialmente pressionadas a serem organizadas, elas camuflam os sintomas até chegarem ao esgotamento. Entender o diagnóstico na maturidade é a chave para interromper o ciclo de baixa autoestima e ressignificar a própria história.

4. Disfunção Executiva: O que acontece no cérebro?

O TDAH é, essencialmente, um transtorno das funções executivas. Imagine o cérebro como uma orquestra onde o maestro (o córtex pré-frontal) está distraído. Isso prejudica a memória de trabalho (manter informações na mente) e o controle inibitório (filtrar distrações). Compreender essa base biológica ajuda a entender que o tratamento não é uma questão de “querer”, mas de regular a química cerebral.

5. Tratamento Multimodal: O Caminho para o Bem-Estar

Como psiquiatra, defendo que o tratamento deve ser completo e personalizado. Ele se baseia em três pilares:

  1. Psicoeducação: Entender como seu cérebro funciona.
  2. Intervenção Farmacológica: Medicamentos que ajudam a regular a dopamina e o foco.
  3. Ajustes de Estilo de Vida e Terapia: A Terapia Cognitivo-Comportamental é fundamental para criar novas estratégias de organização.

Conclusão: Um Novo Olhar sobre Você

O TDAH em adultos é real e tratável. O diagnóstico não é um rótulo que limita, mas uma ferramenta que liberta. Se você se identificou com esses sintomas, saiba que nunca é tarde para buscar uma avaliação diagnóstica e viver com mais leveza.

A mente TDAH pode ser brilhante e criativa quando recebe o suporte correto.

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Se você sente que sua mente nunca descansa ou que seus projetos não saem do papel, procure ajuda especializada. Como psiquiatra especialista em TDAH, estou aqui para ajudar você a encontrar clareza. Navegue pelo blog para mais conteúdos sobre saúde mental.

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